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Coluna

Pátria Grande

O grande hospedeiro e os parasitas vermelhos

01 maio 2021 - 15h32

Em 1990, Luiz Inácio Lula da Silva e Fidel Castro fundaram o Foro de São Paulo, entidade internacional que reúne partidos e organizações políticas de extrema esquerda, notadamente da América Latina. 

Sintomaticamente, o Foro surgiu no contexto da ruína anunciada da URSS e do colapso da Cortina de Ferro.

A criação do Foro se constituiu numa resposta das duas maiores lideranças radicais latino-americanas, Lula e Fidel, a esse grave momento de impasse e crise política para o movimento socialista mundial. De fato, segundo o próprio Lula, a ideia era recuperar nas Américas o que havia sido perdido no Leste Europeu.

O projeto da Pátria Grande, uma nova Cortina de Ferro a se estender do México à Patagônia, escravizando os povos compreendidos nesse imenso espaço geográfico, sob a botina da tirania esquerdista, sempre esteve contido na gênese do Foro. Não é à toa que seus fundadores fossem um brasileiro e um cubano. 

Desde o início, a sede da Pátria Grande acha-se prevista para a capital cubana, Havana. E seu motor econômico e financeiro, cujas riquezas seriam espoliadas para financiar esse projeto de dominação continental, concentrava-se, predominantemente, no Brasil, ainda que em menor grau no México, Argentina e Colômbia.

Destarte, o Brasil seria o grande hospedeiro a alimentar com o sangue do trabalho da sua população os projetos revolucionários de tomada de poder em países menores do planejado bloco multinacional socialista.

A conquista da Venezuela pelo tiranete Hugo Chávez em 1999, seguida pela ascensão de outros governos extremistas nos anos 2000, na Argentina, Brasil, Bolívia, Paraguai, Uruguai, entre outros, marcou uma significativa guinada no avanço desse plano em direção a uma ampla aliança ditatorial esquerdista. 

Sinal daquele período de hegemonia sombria deu-se com o surgimento de instituições internacionais destinadas a aprofundar os laços nacionais entre regimes revolucionários, tais como: a União de Nações Sul-Americanas (Unasul) e a Aliança Bolivariana para os Povos da Nossa América (Alba).

Os escândalos de corrupção bilionários apurados no âmbito da Operação Lava Jato (2014) e dos seus diversos desdobramentos desnudaram a ampla aliança firmada por lideranças políticas relevantes, parte da máquina pública e grandes oligarcas para roubar o povo brasileiro e financiar governos extremistas aliados na América Latina e África, fortalecendo, notadamente, a construção das relações econômicas, políticas e diplomáticas na construção do projeto socialista da Pátria Grande.

Se as riquezas do Brasil financiariam o bloco, qual a explicação para a centralidade de Cuba perante o projeto, capaz de garantir a escolha de Havana como a futura capital desse império socialista? Afinal, o que os cubanos teriam tanto a oferecer à Cortina de Ferro da América Latina?

É inegável o laço afetivo e ideológico dos marxistas para com a ilha prisão dos irmãos Castro. Figuras da revolução cubana, carniceiros como Fidel ou Che Guevara, permanecem até hoje no topo da mitologia socialista. 

Contudo, mera idolatria não explica a seleção natural de Havana como centro político da vindoura Pátria Grande.

Se a falida Cuba não tem capacidade de contribuição econômica, tecnológica ou militar no sentido convencional do termo, a ditadura castrista detém um know-how invejável e cobiçadíssimo pela esquerda latino-americana: sua duradoura e bem azeitada experiência em contrainteligência, repressão social e política, propaganda e desinformação, espionagem, tortura, assassinato, tráfico sexual e de entorpecentes, trabalho escravo, contrabando, lavagem de dinheiro e terrorismo.

Esses meios de ação têm se provado especialmente relevantes à ditadura venezuelana, que comanda uma nação economicamente devastada pelo socialismo do século XXI. Agentes cubanos se encontram encastelados pelas diversas estruturas de repressão, crime organizado e inteligência bolivarianas.

Cuba levou décadas estabelecendo uma máquina de terror estatal invejável para outros partidos e organizações de extrema esquerda.

Se o governo conservador instalado no Palácio do Planalto não erigir fortes barreiras institucionais e legais contra a sanha autoritária do esquerdismo nativo, quando este retomar o poder, ainda que pela via eleitoral, não teremos apenas “médicos” cubanos no Brasil, porém, muito provavelmente, todo um aparato férreo e devastador transplantado de Havana para cá.  

Então, o Brasil terá se tornado o hospedeiro preferencial e inestimável a um parasita decrépito e maligno, habituado a sobreviver do sangue de suas vítimas, cubanas ou estrangeiras.

Deus abençoe o governo atual para que proteja o Brasil desse mal, afastando-o da nossa pátria, com o apoio indispensável da população brasileira.